O Capitalismo e a Fome

Ontem a ONU anunciou que a fome aumentou no mundo, após dez anos seguidos de queda. De 10% da população, passou para 11%.

Foi o suficiente para os "intelectuais" de plantão começassem a gritaria. "O Capitalismo não funciona!" ou "O capitalismo é apenas para poucos".

Luciana Genro foi uma delas. Postou no Twitter, no Facebook, no Instagram. O que por si só é uma grande ironia, ao usar ferramentas só possíveis de serem desenvolvidas e utilizadas por causa do capitalismo. Mas ok.

Se tivesse estudado um pouco mais sobre a história do mundo, iria saber que antes do Capitalismo e da revolução industrial, a ordem era inversa: 98% da população mundial passava fome, enquanto apenas 2% da aristocracia usufruia da riqueza e bens de produção.

Pior que isso, esses números diminuíram ainda mais com o advento da tão temida Globalização.

A fome hoje ainda persiste não por culpa do capitalismo, mas por causa das guerras, do mau planejamento político, da corrupção e da busca do poder pelo poder. Tanto que 95% dos atuais famintos estão localizados em áreas de conflito militar e/ou paramilitar.

Esse discurso romântico e simplista dos ricos gordos e fumadores de charutos que chicoteiam seus empregados e deixa apenas migalhas no chão funciona apenas nos colégios e faculdades, em especial nas cabeças rebeldes que ainda não entendem como o mundo funciona de fato. Mal sabem que hoje os empregados funcionam mais como sócios de uma empresa que serviçais de fato.

Vamos aos números para ajudar nossa amiga Lulu? Pois bem.

Um quarto dos empreendedores brasileiros trabalham por conta própria, logo não possuem ninguém pra chicotear.

A CLT funciona apenas para os empregados, mas não para os empregadores. Segundo dados do SEBRAE, 43% dos empreendedores brasileiros trabalham 10 horas por dia, 51% não tira férias e apenas 3% conseguem tirar as férias em 4 semanas seguidas, sem interrupções.

Há mais: 58% dos empresários brasileiros são de baixa renda, e vivem com menos de 2 salários mínimos mensais. Como comparação, 58% dos funcionários públicos são categorizados na classe alta, recebendo acima de R$ 9920,00.

E quanto aos lucros? 32% das empresas gastam mais de 30% do seu faturamento apenas com impostos. E mesmo as empresas grandes possuem lucros pequenos. Os supermercados Guanabara, por exemplo, tem um lucro anual de apenas 1,1%. O Walmart tem margem de 3,1%.

O Capitalismo tem falhas? Claro que sim. Precisa constantemente de fiscalização e punição exemplar. Mas mesmo com todos seus defeitos, continua sendo de longe a melhor forma de economia.

O resto é apenas frases de efeito que só ecoam naqueles que pensam com o coração ao invés do cérebro.


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